segunda-feira, 25 de julho de 2011

ai ai ai... As MULHERES

Por que será que as mulheres "surtam" quando se trata de relacionamento? Por que, até mesmo as mais sensatas, conscientes, bem resolvidas e descoladas, "piram o cabeção" quando o assunto em questão é iniciar, manter, se relacionar com outra pessoa, principalmente quando a outra pessoa é do sexo oposto? Eu tenho certeza que até mesmo as mulheres mais poderosas do mundo passam por isso.

Aos 25 anos (uso essa idade como referência porque estou nela atualmente), a maior parte de nós, mulheres, já passou por poucas e boas quando se trata de namoro. Eu não sou a criatura mais namoradeira do mundo, mas já tive as minhas experiências, que se não podem ser classificadas de fracassadas, podem ser tidas como mal sucedidas.

De todos os meus namoros, rolos e afins, coleciono experiências que chegam a ser bizarras e tentei ao máximo aprender com elas. Aprender principalmente a não cometer os mesmos erros do passado, como implicar com os amigos dele, que VIVEM chamando para sair. Não enlouquecer só porque ele não LIGOU ou MANDOU mensagens. Reclamar do futebol do fim de semana (Ok! Eu não faço isso, adoro futebol por sinal, mas conheço PENCAS de mulheres que fazem).

Só que, depois de muuuuuuito tempo forever alone, eu achei que tivesse aprendido a não cair mais nas armadilhas da "loucura" feminina, mas me enganei. Não chego a ser uma Heloisa (lembram da personagem da Giulia Gam em Mulheres Apaixonadas?), surtada, ciumenta, psicopata, mas cometo meus deslizes, piso na bola, pago mico e troco os pés pelas mãos. O que me deixa muitíssimo frustrada porque acabo fazendo tudo o que sei que não devo e me transformo no tipo de mulher que mais abomino.

E o pior de tudo é que não FAÇO IDEIA do motivo desses pequenos colapsos e acredito que muitas moças, iguais ou piores que eu, também não conseguem entender como um pingo d'agua vira uma verdadeira tsuname. Às vezes uma simples palavra dita na hora errada pode provocar a terceira guerra mundial, e por quê? Só Deus sabe...

Ok! Vou retirar parte da responsabilidade dos nossos ombros, já que os surtos femininos não são tão de graça assim, pelo menos a maioria. Toda mulher ou pelo menos boa parte, detesta ser chamada de estressada, dramática, louca (confesso que foi algo assim que motivou esse texto). Esse tipo de adjetivação nos ofende profundamente, principalmente por dar a impressão de que os homens não estão nem aí para o que a gente sente, eles parecem sempre estar na contramão do que queremos, mas isso é assunto para outro post.

Voltando ao tema em questão, acho que no meu caso a insegurança é o motivo principal desses tropeços na busca da sensatez para lidar com essas situações. Sempre fui insegura, principalmente nessas questões e por isso me coloco na defensiva, logo acabo sendo, mesmo sem querer, agressiva, atrapalhada, desastrada, mas achei que estivesse preparada para esses desafios. Quer dizer, preparada nós nunca estamos, essa que é a verdade.

Mas afinal, que mulher não é insegura? Só nós sabemos o tamanho da pressão que sofremos para sermos inteligentes, divertidas, interessantes, amigas, amantes, bonitas, bem vestidas, perfumadas, MAGRAS, bem sucedidas e ter que atender a todos esses requisitos gera um ônus para nossa sanidade mental (ou falta dela) em alguns momentos.

Mais uma vez fica a lição de que autocontrole é TUDO minhas amigas. E fiquem certas que botarei tal aprendizado em prática. O que nós mulheres precisamos entender é que toda essa loucura, todo esse instinto passional faz parte da "coisa" feminina. E como dizem os versos de Eduardo e Monica, "Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?"

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