Como o próprio título já sugere, esse é um post em que vou fazer uma mea culpa sobre a forma como encarei determinados acontecimentos que tomaram a minha vida nos últimos meses, mas antes de começar preciso fazer um parêntese.
ABRE PARÊNTESE
Eu já aprendi a pedir desculpas, foi difícil? MUITO, mas aprendi. Só que me dei conta de que não adianta saber pedir desculpas se você acha que não erra, né? E sempre foi muito difícil, ainda é, admitir que falho e que estou longe, muito longe, de ser o ser humano que eu gostaria, então escrever esse texto é uma enorme prova do quanto eu tenho evoluído como pessoa ou pelo menos tentado, o que é muuuuuuita coisa, já que algumas pessoas morrem achando que são a reencarnação de Buda.
FECHA PARÊNTESE
Estava eu conversando com o meu chefe sobre família e ao responder um questionamento dele percebi que mais uma vez me coloquei como vítima da história, o que vem acontecendo com certa frequência. Nesse momento um sinal de alerta começou a tocar na minha cabeça com a seguinte pergunta: Será mesmo que eu sempre sou a vítima?
Por isso decidir fazer mea culpa, em duas situações em especial, porque não é possível que eu não tenha tido participação nenhuma nos dois casos que mais marcaram minha simplória vidinha nos últimos meses. O primeiro e mais tenso foi quando “perdi” alguns amigos, que não eram tão amigos assim – um dia ainda conto essa história tão longa, tão complexa e tão cheia de versões.
Nesse episódio – já superado por mim, graças a Deus – eu me comportei sempre como vítima da inveja, mesquinharia, insegurança e loucura de algumas pessoas, mas hoje, depois da tempestade, percebi que também tive minha contribuição negativa para que a história terminasse como terminou, com uma “amizade” de 10 anos reduzida a muito rancor, mágoa e dúvidas.
Não que eu ache que se tivesse agido diferente a “amizade” permaneceria, o melhor foi cada um para o seu lado mesmo, mas eu também não posso negar que poderia ter sido mais serena e ter conduzido a situação de forma menos dramática. Drama, inclusive, é o que eu poderia ter feito em menor escala (gente eu às vezes dramatizo demaaaais).
Poderia, por exemplo, ter julgado menos os outros envolvidos, ter me colocado mais no lugar deles. Mesmo que eles não tenham feito isso comigo, EU deveria ter agido diferente, já que estaria fazendo isso por eles, mas muuuuito mais por mim.
Também deveria ter FALADO mais, ter DITO mais o que pensava, o que me magoava, o que me irritava. Sou uma comunicóloga que quase nunca consegue se comunicar de forma satisfatória em questões pessoais. Disse no post de estréia que normalmente era mal interpretada, mas será mesmo que é isso? Ou será que eu é que não consigo me expressar bem, seja por medo de desagradar ou de ouvir algo que desagrade?
Tenho seriíssimos problemas em dizer o que sinto, sou ótima para falar o que penso, mas colocar para fora o que realmente me incomoda não é a minha praia e isso me leva ao segundo episódio marcante. Na verdade o ápice dele eu relatei aqui, no texto de estréia, foi por causa dele que eu criei esse blog, pra desabafar, afinal nem sempre meus lindos, amados e pacientes amigos podem me ouvir.
Às vezes engulo tanto sapo que, quando me dou conta, meu estomago já virou um verdadeiro brejo e ai também já estou sem paciência, consequentemente estouro, falo e faço besteira, a porca torce o rabo e a catástrofe está pronta. Não que o indivíduo (deixarei o coitado no anonimato rsrsr) do segundo episódio, tenha me feito engolir sapos, ele apenas não fez o que eu queria e eu de forma mimada reagi muito mal.
Relacionamentos “amorosos” já são complicados por natureza e quando você não fala, não cede e vive em uma eterna defesa, tudo tende a piorar e foi o que aconteceu. Fiz besteira, destratei quem não devia, fiz meus amigos criarem antipatia por quem não merecia e quaaaaaaaaaaaase pus tudo a perder. Digo quase, porque em um momento de sabedoria resolvi dar o braço a torcer e tentar consertar a obrada que havia feito. Sinceramente ainda não sei se deu certo, mas pelo menos eu tentei e estou tentando.
A questão é que precisamos assumir as consequências dos nossos atos e principalmente dos erros. Não dá para sempre culpar os outros pelos problemas, dilemas, dramas e fracassos por quais passamos. Essa foi a lição que tirei das duas situações significativas. Eu sei que sou uma “boa” pessoa, sei que tenho qualidades, que normalmente quero e penso muito no bem estar dos outros, mas isso não faz de mim uma santa, um espírito evoluído, a reencarnação de Buda e como todo ser humano faço besteiras, erro e erro muuuuuuuuuuuuito.
O ponto de tudo isso é saber que defeitos e falhas não nos transformam em monstros, o que nos transforma em seres desprezíveis e perigosos é não assumir, admitir e aceitar essas falhas e defeitos, sempre deixando nas costas dos outros a responsabilidade por aquilo que causamos.
Confesso que mesmo admitindo minha culpa nos episódios narrados, eu continuo achando que fui sim injustiçada no caso dos amigos, nem tão amigos assim e ainda acho que o indivíduo do episódio dois pisou um pouquinho na bola, mas esses são assuntos para futuros post rsrsrs...